sexta-feira, 17 de maio de 2013

Erros comuns no tiro

Um texto legal que encontrei postado no fórum armas de ar (http://www.armasdear.com.br/forum/) e que achei interessante em relação a alguns erros comuns que cometemos inconscientemente. Confiram!



 Os Erros no Tiro de Precisão
Por: D. Fernando Ximénez Sotera Cruz Azul e Medalha de Ouro da UIT, da Confederação Europeia e da Real Federacion Española de Tiro Olímpico

Os erros mais frequentes do atirador, sem ser exaustivo e por uma ordem aleatória são:
1 – Não confundir a postura com a posição. A postura adopta-a o atirador, a mais cómoda dentro dos estilos conhecidos. Não se deve adoptar uma postura só porque se leu num livro, o diga um amigo, ou um campeão a use. Dentro do "usual" deve-se experimentar a que se adapta melhor a cada um e então mantê-la sem aceitar sentenças imperativas de pedagogos curiosos. Assim, não se deve esquecer que não se utiliza a mesma postura em todas as disciplinas. Como se diz, em Pistola Livre "apoiamo-nos sobre os rins" devido às características da arma, da distância a que se dispara e do tempo que se leva a efetuar um disparo. Em Pistola de Velocidade "carrega-se com o peso do corpo" sobre a perna dianteira, mais adequado porque em cada série disparam-se cinco tiros em posturas diferentes sem possibilidades práticas de correção entre elas. Adoptada a postura e treinando-a, devemo-nos acostumar à posição de maneira a que o atirador se coloque no posto de tiro na "sua postura", levante o braço com só com a ajuda da vista esteja "em posição" e que sem corrigir com o braço ou com a cabeça, esteja centrado com o alvo. É habitual um pequeno ajuste de pés.
2 – Má posição da cabeça. Ás vezes produz-se devido a colarinhos apertados, uso de cachecóis ou gravata. Outra causa é uma defeituosa adaptação dos óculos de tiro, que nos leva a forças o alvo para dentro do diopter. Deve-se levar o diopter ao olho não o olho ao diopter.
3 – A posição de pés é fundamental. Sobre tudo se deve fugir de uma antiga teoria que consiste que uma vez adotada uma posição ao começar a prova, devia marcar-se com giz no chão a colocação dos pés, para que no caso de se mexer ou sentar-se para descansar, voltasse a situar-se no mesmo sítio. Esta ideia publicou-se num folheto há quase 50 anos e que não se leu em nenhum livro estrangeiro, teve sucesso na Espanha e ainda se veem nas nossas carreiras alguns desenhos de pés marcados no chão, o que indica que algum treinadorzito de escasso nível ficou ancorado em quase meio século e continua ensinando o mesmo. Não se deve esquecer que no processo de disparo não se deve incluir nenhum elemento de rigidez nem quanto à postura, nem quanto aos movimentos e essas marcas de pés forçam a situar-se exatamente da mesma maneira durante toda a prova. E isto não funciona assim.
Quando se começa uma prova ( ou um treino ), ainda que se tenha feito aquecimento prévio, o que muitas vezes atiradores de nível médio não fazem, os músculos não têm o mesmo comportamento após duas horas, por exemplo, em Pistola Livre, disparando tiro a tiro em tensão. A fadiga natural faz que, sem se aperceber, a postura mude alguma coisa e o próprio relaxamento colabore com isso, o que costuma produzir uma maior separação dos pés. A rigidez torna-se incómoda que reflete-se na qualidade do tiro.
4 – Deve-se prestar especial atenção aos músculos ventrais, porque da sua falta de controlo produz-se um balancear que é causa de grandes de erros de altura. Vemos claramente as miras, estamos em boa postura e posição e mantemos o braço em posição em posição correta, o reflexo condicionado, ou melhor, semi-condicionado, leva-nos a premir o gatilho precisamente no momento em que se produz um pequeno vaivém à altura da cintura e o tiro sai por cima da linha de pontaria prevista. É curioso que quando pensamos que saiu alto, é costume sair baixo e vice-versa. Isto acontece porque dentro do balancear dá-nos a impressão deter saído alto, mas na pequena fracção de segundo de apertar o gatilho, quando ainda não saiu a bala do cano, já está a baixar a pontaria prevista e vice-versa.
5 – Outro dos fatores está na pressão exercida pela mão no punho antes e durante o disparo. Se ao principio da competição apertámos a pistola, geralmente com demasiada força e produz-se crispação ( frequentes maus tiros ao primeiro quadrante ); durante a competição, se não se descansa, perde-se a concentração ( demasiados tiros seguidos ) e é costume afrouxar a pressão da mão com resultados catastróficos e por outras vezes, por falta de atenção, sem nos apercebermos empunhámos de forma correta e no momento do disparo, sem dar-nos conta, afrouxamos e com isso perdemos a "parada" que tínhamos conseguida. São esses tiros que prognosticámos como bons que ao espreitar no óculo, levamos uma desagradável surpresa. Este efeito de afrouxar a mão no momento do disparo, precisamente nesse momento, produz-se muitas vezes em tiro rápido de fogo central e na passagem do primeiro para o segundo alvo ou a partir do quarto em Pistola de Velocidade. Há ditos sobre a pressão da mão. Recordo o clássico que diz que a pistola se pega como a uma pomba, firmemente para que não fuja, mas suavemente para não asfixie. E outro atirador com o qual aprendi muito, que a pistola é como uma namorada, deve pegar com energia, mas com carinho. Essa é a filosofia.
6 – A maioria dos erros produzem-se, no entanto, pela falta de "parada". Segurar bem a arma e mantê-la quieta e equilibrada pelo menos 12/14 segundos ( são necessários menos ) e saber mexer o dedo indicador deixando quietos os outros quatro, é a chave para o êxito. 

É isso ae galera, espero que aproveitem!

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